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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Fábula de um Patinho Nada Feio

Planeta Terra, América do Sul, Brasil, Bahia, Feira de Santana, 01 de Setembro de 2009.



Fábula de um Patinho nada Feio

 Era uma vez....
Um Patinho que se considerava Feio.
Esse Patinho era visto como “aquele que toma atitudes sem atrevimentos.”
Porém apesar de tudo, e de achar o seu exterior “Feio”, sabia quais eram suas qualidades e às consideravam.
Um belo dia, digo “belo” porque o sol O iluminou diferente, ele teve a coragem mais arrebatadora dos últimos tempos; e toda vizinhança ficou assustada. Patos, garças, gansos, cisnes... Enfim, todas as aves que se encontravam por perto, ficaram surpresas.
Só que sua atitude foi tão perturbadora que chamou a atenção de uma pequenina e atrapalhada “Cisne”. Mas isso não vem ao caso, no momento. Vejamos o porquê todos à sua volta ficava intrigado com sua pessoa. Alguns poderiam chegar a comentar coisas ruins a seu respeito, outros poderiam não dar importância à sua aparência... Porém, esse Patinho considerado “Feio” por ele mesmo, é e talvez também por outrem, possuía algo que a “tal” possível “Cisne” o tinha diferenciado dos(as) outros(as) patos e aves.
Acredita-se que não só ela, mas no fundo no fundo, várias outras aves já sabiam que ele era “belo”, e “quem sabe” diziam que ele era “Feio” por O invejarem?


É...
Quem sabe?!?

Essas foram as palavras usadas pela “tal Cisne”...


E com essa atitude reveladora e quase que insistente, porém altamente SURPREENDENTE, foi descoberto por ela (Cisne) algo “sutil, delicado e penetrante – sentimento chamado Afinidade.”
O Patinho poderia até considerar-se Feio “exteriortipamente”(eu hein?!? Que palavra é essa? Mas nesse mundo tudo pode; até palavra nova a ser inclusa no Novo Acordo Ortográfico...rsrsrs...), mas para àqueles que o observavam era quase impossível, ou melhor era imperceptível essa tal “feiúra”. Na verdade, não se entende porque o Patinho se achava assim tão feio. Será que era por causa dos seus defeitos?!? O quê? Falou-se em defeitos?! É, e agora quero dizer algo muitíssimo importante, que provavelmente poderá chocar a todos, incluindo os leitores; o Patinho tinha DEFEITOS!!! Decepcionados? Surpresos? Assustados? Não fiquem...
Ele tem defeitos como qualquer “ave” natural, mas possuía qualidades incríveis. Algumas delas vou tentar detalhar, outras eu não sei ainda; estou aos poucos tentando perceber e conhecê-las.

Vejamos agora o que a pequenina observadora e intuitiva Cisne descobriu. Mesmo com o pouco de convívio com esse Patinho, a Cisne teve a oportunidade de perceber que ambos tinham AFINIDADE. Antes de falar sobre essa afinidade de ambos, preciso falar um pouco de suas qualidades: como o seu caráter, maturidade, inteligência, compatibilidade e ser uma das melhores aves que a Cisne já conheceu.


E o que significa ter ou ser AFINIDADE?

A “Cisne” muito cuidadosa examinou alguns registros antigos escritos por um autor bem amigo, chamado Artur da Távola, e ele expôs o seguinte: “Não importando o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades: quando há AFINIDADE, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que ele foi interrompido, ontem ou há 40 anos. É não haver tempo mediando a vida. É rara. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntos.” (Pausa)


A “Cisne” ouviu essas primeiras palavras e descobriu que tinha tudo a ver entre eles, e inconformada decidiu ir a fundo nessa estória; e de certa forma, mostrar ao Patinho que o conceito e comentários das outras aves para ele não fazia sentido, e que sabia que ele sabia que suas qualidades pessoais, o transformava no “Patinho nada Feio”; e o que ela queria não era saber o que falavam dele, mas queria ter a coragem de perguntar dele a ele mesmo.

Complicado?
Confuso?
Aparentemente,sim... mas continuemos.

Até poderia ele dizer que era Feio seu exterior (coisa que Tb não era; sério?!? Ele era o maior bambambam); Mas a Cisne precisava saber disso e não queria saber do “bico das outras aves”, e só poderia saber se ele próprio a dissesse o que ela queria saber dele, e aproximar-se.


Porém continuou a ler atentamente o que, Artur da Távola dizia: “O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro de sua boca diante de alguém com quem tem AFINIDADE. É ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar uma palavra. É receber o que vem do outro com uma aceitação anterior ao entendimento. É sentir com. Nem sentir “contra”, nem sentir “para”, nem sentir “pelo”. É sentimento singular, discreto. Não precisa nem do amor. Independe dele mesmo sendo sua filha. Pode existir a quilômetros de distância.É adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, até de respirar. É linguagem secreta do cérebro, ainda não estudado. È ter estragos semelhantes e iguais esperanças permanentes. É conversar no silêncio, tanto das possibilidades vividas . É retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo da separação. Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiram. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a manutenção comum pudesse se dar. E para que cada pessoa possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. Sensível é a AFINIDADE.” ...dê lugar ao novo...

Essa foi a frase que ficara na cabecinha atrapalhada da Cisne.  
Depois dessas leituras e reflexões...

Ela (Cisne) ficou muito admirada com as palavras sábias que leu daquele seu amigo escritor, e as relacionou com o Patinho que agora parecia ser mais próximo a ela; Com isso a Cisne foi tomada por uma coragem que era até desconhecida a ela e, enfrentou o “olhar curioso e reprovador das outras aves”, os “seus princípios de fêmea”, e o “silêncio misteriosa-ausência” do Patinho (que como disse não é nada Feio), indo até ele e pedindo-o que se deixasse conhecer; e não importando quando isso fosse acontecer, mas que em algum dia, em algum lugar, ele lembrasse desse pedido, e assim permitisse dando a ela (Cisne) uma oportunidade.


O Patinho com algumas palavras declarou deixando escorregar por entre as linhas, isto: “tempo ao tempo! Preciso descobrir quem sou, o que preciso e o que realmente quero fazer!”

Mas a tal palavra : “dê lugar ao novo” não saía da sua cabeça de Pato.

E a “Cisne” percebendo tais qualidades do Patinho, respondeu: “Sei esperar...”


Mas lembra-te de uma coisa: “você é responsável por aquilo que cativas!” Pois, “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

O final desta Fábula não termina dizendo que eles foram felizes para sempre, mas conclui-se que o “Patinho” agora “nada feio, ou nunca feio”, ficou sem palavras para dar a tal “Cisne”; porém seja qual for o seu final, eles aprenderam a não desistir de nada. Nem dos seus sonhos, nem dos seus anseios, nem do conhecer pessoas e fincar relacionamentos sinceros... juntos foram em busca do melhor que com certeza ainda estava por vir.

THE END.

(By Monalisa Luna)

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